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XXIII  Domingo do Tempo Comum
08 Setembro 2013
Evangelho  - Uma reflexão

TER CORAGEM DE RENUNCIAR

Não é de se admirar se no Evangelho de Lucas estejam escritas essas palavras:  "  Se alguém quiser vir a mim e não odeia sua mãe, sua mulher, seus filhos seus irmãos, suas irmãs e até sua propria vida, não pode ser meu discipulo" (Lc 14.26) Será que Cristo nos pede uma coisa tão desumana a ponto de odiar a prória familia ?   É preciso entender que o verbo "odiar" está no lugar de amar menos, ser desapegado. São Lucas excreveu em excelênte lingua grega, serviu-se, no entanto, de várias fontes, e por isso paga às vezes o tributo à lingua das fontes que usa. Aqui, portanto, se trata de semitismo.
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O que Jesus quer dizer é que ninguém pode amar seu pai,sua mãe e sua familia e até mesmo sua própria vida é por ser o evangelho sublimamente exigênte.  Por ele somos instalados a renunciar a tudo que nos pode afastar do amor de Deus: temos de estar dispostos a carregar nossa cruz, acompanhando-a na subida do Calvário como fez Simão Cireneu: " todo aquele que não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discipulo.


Não há cristianismo sem cruz e sem renuncia. Não uma renuncia cheia de amargura como daquele que não tem esperança, mas uma renuncia acolhida com amor, para uma finalidade mais alta do que aquilo a que se renuncia.  Ninguém mais alto que Cristo, ninguém merece maior amor que Ele. Seguindo Ele temos a certeza de estar no caminho da felicidade definitiva, diante da qual tudo o mais perde seu valor.  Foi o que disse São Paulo: "  os sofrimentos da vida presente não tem comparação com a gloria que se revelará em nós."  (Rom 8.18)


Os cristãos são iluminados pela luz da esperança, uma luz que vem lá do futuro e que clareia o tempo presente. Ele prometeu o centuplo na outra vida para aqueles que tiverem deixado generosamente todos os bens da terra. É o que experimentaram os apostolos e todos os que seguiram de forma radical o convite do Evangelho.  Promete a doce presença da Providência Divina para todos aqueles que tiverem sabido usar com parcimonia os bens terrenos, mesmo sem uma renuncia radical como acontece na vida consagrada. Somando as várias lições do Evangelho vamos aprendendo que o importante é  juntar tesouros para o céu, " onde a ferrugem não gasta, nem a traça consome  e nem os ladrões roubam."
Nesse mundo de consumismo em que vivemos torna-se muito atual  a pregação da renuncia, não podemos nos deixar guiar pelo dinheiro e pela tentação do bem estar a qualquer custo.  Um mundo sem a ganância é o idel para o Evangelho.  Entre as mais amáveis paginas do Evangelho de São Mateus está aquela em que Jesus nos convida a olhar para as aves do céu, que não semeiam nem colhem, que não fiam nem tecem, não acumulam grãos em celeiros e no entanto o Pai do céu não lhes deixa faltar alimento.  Isto é uma lição permanente em nós a fim de trocarmos a ambição dos bens da terra pela sobriedade de filhos de Deus, sobriedade premiada pela confiança e alegria...
DOTT.ALBERTO ROSSINI
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AS VIAS DO ESPIRITO

SENHOR

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SENHOR
Voce me derramou perfumes e eu os respirei, pois corrí atrás de ti.
Eu te saborei e tenho fome e sede de ti.
Voce me tocou e eu queimo do desejo da tua  paz.




Quando serei mais perto de voce, o meu sofrimento terminará.
0h, Senhor, tenha pena de mim, eu não escondo as minhas feridas: voce é o médico e eu sou o enfermo.
Tu és tão misericordioso e eu tão pobre.
Doa-me o que voce me comanda, e comanda o que tu quer de mim.
 
                                      Santo Agostinho


Tradução a cargo de Dott. Alberto Rossini (Brasil)




THE WAYS OF THE SPIRIT

Did the Virgin Mary really die?

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Did the Virgin Mary
really die?


The very first question that arises staring at an ancient Byzantine icon of the Dormition representing the Virgin Mary’s body laying on a bed and Her figure raising above it, it’s if this picture, painted by a Mount Athos monk, indented to represent, with such a little convincing patterns, only Her Soul or Her entire Body as well. A religious inexperienced viewer would have his attention attracted by the abstract symbolism, while the pious viewer looking for cheap experiences would be contradicted by the archaic verism of the Virgin laying on a bed on the verge on expiring, like an ordinary woman.