TERCEIRO DOMINGO DO ADVENTO
15 Dezembro 2013
Um pensamento

O SENHOR ESTÁ PERTO


O terceiro domingo do advento tem o sabor especial da alegria, colocado pela Igreja pela aproximação do Natal.  É como alguém que está fazendo uma viagem e depois de uma longa caminhada avista o local para onde queria chegar. Esse lugar para onde estamos caminhando é o Natal, o nosso encontro com Deus, o Messias, o Deus-conosco, que veio habitar entre nós. Cristo vem trasformar o mundo numa terra de paz e verdadeira alegria. Isaias o diz com expressões vigorosas, prevendo os cegos recuperando a vista, os surdos recuperando os ouvidos, os paralicos recuperando os movimentos e até os mortos ressuscitando.



Essa transformação não acontece de repente, pois pede de nós uma longa paciência, como o agricultor que espera a vinda da chuva na primaveira e em outubro. Há um belo proverbio europeu dizendo que os moinhos moem devagar. Nós que vivemos num mundo caracterizado pela velocidade da informatica ainda não descobrimos como tudo o que se refere à saúde, à educação, ao cultivo do espirito tem que ser feito com respeitosa tranquilidade. Uma àrvore não cresce de repente: uma criança não se educa de repente: um santo não é feito de repente: uma sociedade não muda de repente especialmente quando nela cresce e se desenvolve cada vez mais a corrupção e a irresponsabilidade.


É preciso um trabalho persistente e confiante onde todos devem colaborarem, com seriedade e perseverança.  Temos de reconhecer,sem falso otimismo, que muita coisa melhorou no mundo. Relacionamento das pessoas, superação do radicalismo, reconhecimento dos valores de cada um, capacidade de dialogo inclusive entre as nações e deixando cada vez mais atrás o recurso às guerras como ùnico caminho a desenvolver conflitos, no respeito à natureza, crescendo sempre mais a consciência de que é preciso defender os bens que são de todos, como a àgua, o verde e até o silêncio e a armonia.  Se muita coisa ainda continua errada, como a violência de todo genero, é porque os homens não estão aceitando ainda a proclamação do Evangelho.  Ainda não comprendemos bem sermos o sal que tempera sociedade com o sabor do bem, da verdade e das virtudes. Temos ainda que aprender  de São João Batista a não sermos caniços agitados pelo vento, nem criaturas enfatuadas de vaidade..........
Dott.Alberto Rossini